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Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots


Gênero: Ação Stealth
Produtora: Kojima Productions
Distribuidora: Konami
Lançamento: 12/06/2008
Nota: 9,8

Revision
No mundo existem as pessoas ignorantes (bastante gente), as comuns (a maioria), as diferenciadas (nem tantas) e os gênios (poucas). Hideo Kojima se enquadra nessa última categoria, e para comprovar isso basta jogar qualquer um dos games produzidos por ele. Se você pegar o último então, não terá a menor dúvida disso.


"Ai, minha coluna tá toda fodida com esses bicos de papagaio!"

Com uma sensibilidade cinematográfica que deixa muito diretor famoso no chinelo e uma puta criatividade para desenvolver histórias, Mr. Kojima nos entregou um dos melhores jogos de todos os tempos que, mesmo sendo um dos primeiros do PS3, ainda é impressionante e não há Uncharted ou Killzone (só pra ficar nos exclusivos) que o supere.


Momento flashback tradicional

A história (vou tentar não dar nenhum spoiler) dá continuidade aos acontecimentos de Metal Gear Solid 2, já que a terceira versão foi um prólogo passado nos anos 60, e Snake segue com o vírus da raposa lá que adquiriu ainda no primeiro episódio da série, lá no PS1, que lhe causa envelhecimento precoce. Tudo bem que ele tá bem tiozinho, mas se não usasse bigode e cabelo de McGuyver já aparentaria menos idade.


Operar um treco desses na realidade deve ser mó loteria

Os controles, que já eram ótimos, estão aprimorados, com novos comandos e recursos. Ao todo é tanta coisa que Snake pode fazer que é até difícil memorizar tudo, mas na hora do aperto dá pra se virar depois de algumas trocas de bolas básicas.


Acho que os oponentes também têm dores na coluna

A câmera está livre, tal como em Metal Gear 3: Subsistence, a onde coisa é mais para terceira pessoa do que para as câmeras semi-fixas que estávamos acostumados na série, o que acaba sendo bom, pois podemos girá-la em torno de Snake para ver atrás de paredes e coisas do tipo.


Só assistindo de camarote

O som é perfeito, tanto nos efeitos sonoros quanto na dublagem e trilha sonora. Todos os nomes conhecidos das outras versões estão de volta fazendo suas respectivas partes.


Esse vai bem na lata

O visual ainda impressiona com o nível de realismo. As únicas coisas que já soam um pouco datadas são as sombras e algumas texturas de tecidos, tirando isso, os gráficos são bonitos e muito bem detalhados, principalmente as expressões faciais.


É incrível como não tem mulher feia nos MGS

As cenas semi-interativas são pausáveis e puláveis, e a qualquer momento se pode apertar pra cima no direcional digital para dar zoom na imagem, usando o analógico direito para mexer a câmera. Além disso, em certos momentos há a opção de se pressionar L1 para ter um outro ângulo de imagem (geralmente em primeira pessoa) e X para ativar flashbacks com referências aos jogos anteriores ou até mesmo de coisas que acontecem no início do game.


Até o açougueiro entrou na peleja!

Claro que o já clássico humor de Hideo Kojima continua afiadíssimo com ótimas sacadas e situações até absurdas, aliás, seus exageros continuam, mas tal como Quentin Tarantino, a gente acaba até gostando dessas coisas, como a dramaticidade de alguns movimentos de ação nas cenas semi-interativas.


Aonde mais um macaco pelado teria cabimento?

Snake anda pra cima e pra baixo com o uniforme atochado no rego e uma médica prisioneira que usa camisa e jaleco abertos até o umbigo, sem sutiã, mostrando praticamente metade de cada peito... tem como reclamar disso? Não né? Ah Bom.


Tá achando comprometedor? Olha a próxima...

Falando no uniforme de Snake, ele é fenomenal (tirando o atochamento anal) e extremamente funcional. Quando se começa um novo jogo a primeira coisa que é mostrada são imagens de um documentário que fala do poder de camuflagem do polvo, dizendo de onde vem a inspiração para a criação do traje usado pelo cidadão.


Fico pensando no cara que teve que ficar nessa posição pra fazer o motion cap

Para a parada funcionar, basta ficar parado um tempo perto de alguma superfície que ele automaticamente adquire suas características, bastando chacoalhar o controle para voltar à cor original.


Eehh, essa camuflagem tá freuds!

Outras tranqueiras tecnológicas são o robozinho Mk. II que acompanha Snake na maior parte do tempo, sempre camuflado, portanto invisível aos olhos dos inimigos, tem lá sua utilidade, mas nada muito pans a não ser que você seja daqueles stealth maniacs. Há também o Solid Eye, que traz nightvision, zoom e tals, tudo num mesmo equipamento, o que economiza um bom tempo.


Seria isso um MP15?

A ação corre mais independente do que nas outras edições, onde passar desapercebido era excepcional. Em MGS4, você até ganha desbloqueio de extras se passar por certo ponto sem matar ninguém ou sem ser notado, mas se você quiser dar uma de Rambo o tempo todo, não comprometerá o decorrer da história, e às vezes acaba até sendo mais vantajoso.


Lembra da doutora e o decote? Então...

Bom, é isso aí, acho que consegui falar de tudo sem soltar nenhum spoiler. Metal Gear 4: Guns of the Patriots é um dos melhores jogos de todos os tempos e obrigatório pra qualquer dono de um PS3, gostando ou não dos outros da série, já que agora não tem mais a desculpa de que não gosta de stealth.

Prós e Contras
- História simplesmente animal!
- Gráficos ainda ótimos
- Faz inveja a muitos diretores de cinema
- Mecânica aprimorada (sim, melhorou!)
- Humor típico de Hideo Kojima
- Longo prazo de validade
- Quer dar uma de Rambo? Manda bala!
- Multiplayer online

- Instalações demoradas no HD

Vídeo


Posted by Vivard 14:56  

2 Comments:

  1. rodrigot said...
    trocou de console agora?
    ou só botando os exclusivos em dia?
    de qq maneira, good for you. ;)
    Vivard said...
    Troquei não, tô com os dois. Só me desfiz do Wii, hehe

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